sábado, setembro 20
Renascimento
quarta-feira, setembro 17
Libertação
"Quem me conhece, sabe. Não guardo nada pra depois. Não economizo felicidade. Não economizo palavras. Não economizo vontades. Na verdade, não me economizo. Não espero o momento certo, não tenho o perfume lacrado, o vinho guardado, a lingerie na caixa, a surpresa pronta para a data especial. Toda hora é agora. Quase impossível deixar pra mais tarde. Pode ser um defeito devastador, eu sei. Mas não está em mim engolir desejos, usar camisola rasgada pra dormir sozinha, passar lavanda barata para ir ao supermercado, dizer que não quando a vontade é dizer sim. Não está em mim fazer jogo, fazer tipo, esperar pra ver, ficar com gosto do beijo não dado, deixar a página em branco com medo de confessar. Ah, me poupe! Eu quero provar o inesperado, improvisar meu mundo, fazer festa sozinha, me enfeitar e me embebedar. De mim. Quero muito mais do que sou, quero o agora e quero o depois. Eu não gosto de rótulos, cansei de regras, estou entediada com tanta posologia na vida, acho "modo de usar" um tanto quanto limitado, considero uma pobreza de espírito essa moda de "achar", "julgar" e "estereotipar". Eu quero mais é ser feliz hoje, quero me sentir bem AGORA..."
Fernanda Mello
E eu, Marcelle, roubando palavras...
Só isso!
Imagem: logoali.wordpress.com
segunda-feira, setembro 15
sexta-feira, setembro 5
Relógio fechado - Livro
Livro fechado: e eu que estava gostando da leitura?
Não interessa... Já levaram o livro... Embora...
Arremeçaram na piscina...
Só isso.
Marcelle
terça-feira, agosto 19
Que apressem o cronômetro...


Imagens: www. google.com br
camilacamargo.wordpress.com
segunda-feira, agosto 11
'L'ombre de ton ombre, l'ombre de ta main, l'ombre de ton chien...'
Cheers. I figured a little free writing wouldn't do us much harm, so here's to tragedy. A fundamental spice, not needing to be a social voyeur to recognize its meaning.
domingo, agosto 10
O valor de um presente...

Esta é uma história sobre um jovem casal, Jim e Della. São pobres mas muito apaixonados. Com a proximidade do Natal, Della tinha dúvidas sobre o que comprar para presentear Jim. Ela gostaria de lhe dar uma corrente para o relógio de bolso que ele mantinha com tanto carinho, mas ela não teria dinheiro suficiente. Então ela teve uma idéia. Ela tinha longos e belos cabelos. Assim Della decidiu cortar o cabelo e vendê-lo para comprar a caprichosa corrente para o relógio de Jim. Na véspera do Natal ela volta para casa, e na mão dela está um caixa bonita que contém uma corrente de ouro que comprara vendendo o seu cabelo. De repente Della começa a se preocupar. Ela sabe que Jim sempre gostou do cabelo longo, e temia desapontá-lo por tê-lo cortado e vendido.
Della sobe o último lance de degraus que conduzem para o seu minúsculo apartamento. Abre a porta e é surpreendida ao encontrar Jim em casa esperando por ela. Nas mãos dele um embrulho que, com certeza, contém o presente que ele comprou para ela. Quando Della remove o lenço Jim vê o cabelo cortado, e arregala os olhos. Mas ela não diz nada. Ele sufoca as lágrimas e entrega à Della a caixa de presente. Quando Della abre a caixa, mais uma surpresa. Na caixa, um bonito jogo de pentes de prata para o seu longo cabelo. E quando Jim abre o presente dele, ele, também, está surpreso. Dentro da caixa uma bonita corrente de ouro para o seu relógio de bolso.
Só então Della descobre que Jim penhorou o relógio de ouro dele para lhe comprar os pentes de prata. Aprenderam, ambos, que mais bonito que todo e qualquer presente é o amor que ele simboliza.
Rivalcir Liberato
www.rivalcir.com.br/mensagemparavoce/42_valordopresente
Imagem: www.rivalcir.com.br/mensagemparavoce/42_valordopresenteEntrega - qual está o sentido das surpresas que deixamos ...
Marcelle
terça-feira, julho 29
Re-entitulando: "A Vida da Atriz"
Após seis meses de abstinência, finalmente me rendo aos prazeres da frequência cardíaca elevadíssima, do suor escorrendo, dos músculos tensos, da fronte rígida, da água escassa, das endorfinas... De volta aos movimentos e à vida, se me permitem filosofar, ("porque só o que é morto tá parado") reencantei-me, ali na academia, com aquela música que me remete aos meus tempos de teatro em que, sim, me sentia humildemente "atriz" por alguns segundos... Aos mistérios que havia naqueles tempos e à magia que se segue, só cabe hoje, na varanda, essa música e mais nada...
Olha,
Será que ela é moça?
Será que ela é triste?
Será que é o contrário?
Será que é pintura?
O rosto da atriz...
Se ela dança no sétimo céu,
Se ela acredita que é outro país,
E se ela só decora o seu papel?
- E se eu pudesse entrar na sua vida?
Olha,
Será que é de louça?
Será que é de éter?
Será que é loucura?
Será que é cenário?
A casa da atriz...
Se ela mora num arranha-céu,
E se as paredes são feitas de giz,
E se ela chora num quarto de hotel?
- E se eu pudesse entrar na sua vida?
Sim, me leva pra sempre, Beatriz,
Me ensina a não andar com os pés no chão,
Para sempre é sempre por um triz...
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão?
Diz se é perigoso a gente ser feliz?
Olha!
Será que é uma estrela?
Será que é mentira?
Será que é comédia?
Será que é divina?
A VIDA DA ATRIZ...
Se ela um dia despencar do céu?
E se os pagantes exigirem bis?
E se o arcanjo passar o chapéu?
- E se eu pudesse entrar na sua vida...?
- Perfeita! Obrigada Chico!
Chico Buarque de Holanda
Recomendo na voz de Ana Carolina
Imagem retirada da galeria de fotos do site "Vagalume".
Postagem de Marcelle Araujo.
quarta-feira, julho 23
segunda-feira, julho 21
Transeuntes no tempo


Muito obrigada...
Às vezes penso que sou a pessoa mais solitária do mundo. A minha solidão não depende da presença ou ausência de pessoas, pelo contrário, odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia!"
(Nietzsche)
nelsonjunior.files.wordpress.com/2008/04/casa...
Partida
A música da Varanda...
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraíso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
(Varanda dos fundos)
sexta-feira, julho 18
A seta e o alvo...

segunda-feira, julho 14
Depois
domingo, abril 20
Teresopolitando

quinta-feira, abril 10
É... estou pensando!
Ando afeita a elas, desde quando me desencantei com as revoluções!
As reformas nos chamam mais para nossa humanidade, enquanto as revoluções são sempre produto de muita pretensão humana, de efetivamente virar a página, como se nossas vidas fossem livros, cuja determinação do escritor, definisse isto ou aquilo.
Hoje me concebo muito mais como uma tela. As novas tintas sobrepõem às velhas, e assim penso que o quadro, sempre inacabado, é belo em todas as existências, pois o movimento que o garante, é sua própria identidade.
Ando pensando em reformar a varanda! Ela nasceu em meio a muitas lágrimas e risos frouxos. Sim... eu fui feliz!
Hoje, lamentavemente ouvir um discurso inútil, vazio, cujo título era "Eu odeio Chico Buarque". Quem escreveu, em um jornal de circulação popular da cidade que eu moro, foi um colega de trabalho, que mal conheço de vista. Fiquei pensando o quanto precisamos falar sobre o que nos incomoda, e aqui estou eu... (rs). Felizmente o que incomoda o incomodado com o Chico, não é o mesmo que me incomoda...
Dada a minha paixão pela obra viva de Chico, eu pulsei na hora que ouvia atentamente a leitura da reportagem. Pensei primeiro criticamente: será que minha paixão é cega a ponto de eu encher o saco de quem diz não gostar de Chico? Acho que não... mas aceito ponderação contrária!
Depois pensei: de onde vem a vontade de pessoas, que são projetadas a ponto de emitir suas opiniões em um jornal de ampla circulação em Campos dos Goytacazes (quase sempre entendida como umbigo do mundo pelos campistas), manifestarem seu ódio? Não seria possível lamentar a existência de um universalismo radical dos fãs de Chico Buarque, e inclusive levantar questão urgentes sobre as unanimidades? Não faço idéia se Chico se pretende universal, atendendo ao gosto de todos, embora seja visível seu ecletismo. Minha admiração por Chico, me faz pensar que ele não se pretende universal, e se ele se pretende, eu teria aí um motivo de ressalva para a minha enorme admiração.
Quanto ao colega, pensei: "uns gostam dos olhos, e outros gostam da remela". Só não dou um grito de "Viva a Democracia" por crer plenamente que "toda unanimidade é burra", inclusive os que partindo do princípio da unanimidade, defendem a democracia.
E volto à pergunta: qual é necessidade de expressar que odiamos? E, eu, que me sinto traduzida pela poesia buarquiana, tenho por isto um defeito socialmente icorrigível para os que se pretendem universalistas, egos transcendentais?
Coincidências à parte, tomei estas questões, após pensar a reforma da varanda, em tons azuis, inspirada na música Vida, por estar ávida de luz! Eu reconheço que eu fui feliz nas trevas da noite... e, eu bem sei por qual razão de meu corpo estar pedindo mais dia!
Quero continuar batendo papo na varanda... não sei se minha parceira de alpendre vai topar papear à luz do dia... vejamos!
Preparando a reforma

Reforma da Varanda...
Aguardem!




